sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

[Resenha] O Garoto da casa ao lado, Meg Cabot



Data de Lançamento: 2004
Informações da autora: Site | Twitter | Facebook
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Compre o Livro: Saraiva | Cia dos Livros | Amazon
Classificação Livros e Suspiros    ♥♥♥♥♥

Mellissa Fuller é uma garota do interior que escreve para a coluna de fofocas do New York Journal, uma publicação de segunda categoria. Um dia, ela socorre Helen Frieldlander, sua vizinha de 80 anos, que entra em como após levar um golpe na cabeça. Mel vai precisar tomar conta dos dois gatos e do cão dinamarquês da senhora, mas por outro lado acredita que, enfim, chegou o momento para escrever sua grande reportagem sobre as velhinhas indefesas de Nova York! Ela só não contava com o misterioso sobrinho da vizinha, que se muda para a casa da tia para cuidar dos bichinhos, e que pode não ser exatamente quem aparenta.

Publicado orginalmente em 2002 – é valido lembrar que naquela época ter uma conta de e-mail era um luxo que nem todo mundo podia ter, sendo muitas vezes restrito ao ambiente de trabalho, não esquecendo que, no momento em que se estava online, sua linha telefônica ficava inacessível...  – Meg inovou com este divertidíssimo chick-lit em forma de e-mails.

                A leitura pode ser um pouco confusa no inicio, por ser totalmente a partir de e-mails – sem uma narrativa – sendo necessária muita atenção ao remetente e ao destinatário, bem como ao assunto, por vezes o conteúdo do e-mail é uma continuação do assunto. No entanto, passado o desconforto inicial, a estória se desenrola deliciosamente.

                Exatamente pela forma com que tudo é contado, o leitor apesar de não se sentir na pele dos protagonistas, sente-se como se fosse amigo-confidente tanto da Mel quando do John. Ao passo eles vão se conhecendo e a estória se desenrolando, me senti no papel daquela amiga de duas pessoas que se gostam. Que, apesar de saber o que está acontecendo entre os dois – do ponto de vista de ambos, alias – não pode interferir.

                A leitura é leve, divertida e agradável, porém, no finalzinho achei o “drama final” um pouco exagerado e, por vezes, desnecessário. 


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